terça-feira, 13 de abril de 2010

Matéria em jornais

Nos últimos dias tive a alegria de ter saido em duas matérias em jornais da região. Estou em plena campanha de divulgação do meu livro "Minha Vida de Carteiro".


Um carteiro na Câmara Municipal

No dia 10-04-2010 saiu uma matéria a meu respeito no Jornal Regional. Segue abaixo o texto na íntegra.
O presidente da Câmara Municipal Daniel Valdez Puka(DEM), recebeu a visita em seu gabinete do carteiro Alci Massaranduba, que conta a trajetória da sua profissão na fronteira. Com o título "Minha Vida de Carteiro", o autor descreve em cinco capítulos e 92 páginas histórias interessantes e as dificuldades em trabalhar como carteiro numa cidade como Ponta Porã.

Durante a conversa que manteve no gabinete da presidência, Puka colocou-se à disposição em colaborar com a divulgação do livro, o primeiro a ser escrito por um carteiro em nossa região.

"Gostaria de dizer da satisfação em receber uma pessoa como o Alci, um profissional batalhador e que nem mesmo com chuva deixa de realizar o seu trabalho em favor de toda a comunidade. Estou lendo o livro, é muito interessante, e quero colocar o nosso plenário à sua disposição para realizar uma noite de autógrafos para registrar na nossa história um momento tão importante como esse", afirmou Puka.

Alci Massaranduba é formado em administração de empresas com ênfase em Comércio Exterior pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Ele disse que chegou em Ponta Porã no ano de 1995. Alci discorre no seu livro sobre situações inusitadas, dificuldades em localizar alguns endereços e também fala sobre os problemas de saúde que lhe afastaram por cinco meses da função. A edição foi feita pela Editora Ixtlan com os custos cobertos pelo próprio autor.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Péssima notícia

Algumas cenas ficam gravadas eternamente na nossa memória. O dia mais difícil para nossa família foi o dia em que minha mãe foi chamada ao posto telefônico no município de Coronel Sapucaia-MS. A notícia não poderia ser pior. O meu irmão que morava na cidade de Dourados acabara de falecer num acidente horrível. Ele era motorista de uma transportadora de bebidas. Trafegando por uma das rodovias da região, o caminhão em que ele estava perdeu o controle. O seu companheiro de viagem resolveu pular do veiculo em movimento. O rapaz escolheu pular pela janela no lado do passageiro. Meu irmão optou pelo oposto. Ao pular do caminhão em movimento, o mesmo tombou e caiu por cima dele. Seu corpo foi todo perfurado por cacos de vidro das garrafas. Morte instantânea.
Quando minha mãe percebeu o tinha acontecido, entrou em total desespero. Consigo visualizar na minha mente toda a cena. Desesperada, ela gritava sem parar pelas ruas da cidade de Coronel Sapucaia- Meu filho morreu ai meu Deus! O choque foi tremendo. A partir daquele momento a vida da minha mãe nunca mais foi à mesma.
O velório e enterro seriam na cidade de Dourados. Como erramos crianças, meus pais não quiseram nos levar. Fomos deixados na casa de uma vizinha. O nome do meu irmão falecido é Francisco. Morreu muito jovem, deixou dois filhos pequenos. A sua alegria sempre foi contagiante. Sempre foi muito querido pelo seu bom humor. Deixou a vida muito cedo. O que me entristece é o fato de não ter muitas lembranças da sua pessoa. Faz mais de 20 anos que morreu, mas ainda hoje, desperta fortes emoções na minha mãe. A minha mente infantil assimilou muito bem a perda, pois não consegui captar a realidade.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Carteiro "Matrix"

Um dos desafios enfrentados pelos carteiros é o risco real de acidentes de trânsito. Trabalho há onze anos como carteiro motorizado no município de Ponta Porã-MS. Certa vez, eu havia terminado de realizar a entrega da parte da manhã e estava indo almoçar. Para chegar à minha casa, sempre vinha pela Rua Batista de Azevedo. Em frente da escola municipal do bairro da Granja há um quebra-molas. Muitas crianças estudam no local. É preciso passar por ali com muito cuidado, pois as crianças são imprevisíveis. Naquela manhã, as aulas tinham acabado de se encerrar. Todos os alunos já havia indo embora. Passei pelo quebra-molas bem devagar, logo a minha frente estava um carro com placa do Paraguai. A motorista do veículo fez de repente uma conversão proibida. O carro atravessou a rua bem na minha frente. A moto estava bem perto do carro, não houve tempo de desviar. O choque foi inevitável. Bati bem na lanterna dianteira. Com o impacto da batida perdi a direção da moto, a mesma cruzou a pista indo parar no outro lado da rua. Voei por sobre o carro e cai em pé no asfalto.
O barulho foi tão intenso que pessoas saíram de suas casas a mais de quatro quadras do local do acidente. Muitos curiosos vieram para ver o que tinha acontecido. A motorista do carro estava grávida e muito nervosa. Pensei que ela fosse passar mal ali mesmo.
Algumas pessoas não acreditaram que eu não havia me machucado. Uma amiga da minha esposa chegou e disse pra mim- Alci! Tem certeza de que está tudo bem? Veja os seus braços... Onde está o sangue? Eu disse que estava bem. A moça ficou muito impressionada. No outro lado da rua, um homem gritava:
- Eu estava dormindo em casa quando ouvi o barulho da batida, quando vi que era a moto do carteiro, pensei que você tivesse morrido. Acho que foi Deus que te salvou! Que coisa, heim?
Liguei para o meu chefe e contei o que tinha acontecido, depois liguei para a polícia. Dentro de poucos minutos o policial chegou ao local. Fomos conversar com a motorista do carro. A mulher reconheceu que estava errada, pediu mil desculpas e assumiu a responsabilidade pelo acidente.
Fui levado para o hospital para averiguar se não havia nenhum trauma no corpo. O médico que me atendeu perguntou sobre o acidente. Depois de contar a minha história, ele olhou bem nos meus olhos e disse:
-Filho, como você conseguiu cair em pé no asfalto? Acho que você é o próprio “matrix”. Rimos juntos por alguns instantes. Quando o enfermeiro chegou para medir a minha pressão arterial, o médico foi logo dizendo- Leve o “matrix” aqui para ver se está tudo bem com ele. Fiquei conhecido no hospital como o “Neo” de Ponta Porã. Ao comentar com os colegas as observações do médico, todos caíram na gargalhada.

domingo, 4 de abril de 2010

Você é uma águia!

Há alguns anos um médico falido e frustrado chegou para seu filho que era muito feio e disse a ele as seguintes palavras:
-Filho, eu vejo em você uma grande águia. Você é um gênio filho. A sua comunicação é fantástica. Você ainda será um homem extraordinário.
O filho ouviu tudo aquilo, mas nem mesmo ele conseguia acreditar naquilo, pois sentia exatamente o oposto daquilo que o pai dizia que era. Pequeno, raquítico, com problemas sérios de dicção, ele acreditava em tudo, menos nele mesmo.

Naquele tempo eram comuns os concursos de oratória. Nestes encontros discursavam as mentes mais brilhantes daquele lugar. O filho do médico subia em algumas caixas dos caixeiros viajantes e discursava para aquela multidão que fazia daquilo motivo de riso e chacota.
No meio de toda aquela multidão, somente o pai acreditava nele. Enquanto o filho discursava o pai dizia:
-Muito bem filho! Você é uma águia! Fantástico filho! Parabéns.
O pai dizia estas palavras não como palavras de efeito, não apenas para agradar o filho. O pai, na verdade, acreditava do fundo de sua alma naquilo que dizia e o filho, por sua vez, podia enxergar isto nos olhos do pai.
A partir das expectativas do pai, o filho começou a acreditar que poderia ser de fato esta águia que o pai dizia. Começou então a estudar Quiseu, Pompeu, Crenofontes, Sócrates, Platão, os Sofistas, Demóstenes, Cícero e sermões do Padre Vieira.
Os anos se passaram. O pai do garoto ( não mais garoto, agora já era um homem), havia falecido. Um certo dia, este homem foi convidado para representar o seu país em uma grande conferência em Haia, na Holanda.
Quando terminou de discursar, aquele que antes era apenas um garoto feio e motivo de chacotas, com problemas de dicção, que não acreditava em si mesmo, viu o sonho do pai realizar-se nele. Pelo belíssimo e extraordinário discurso apresentado em Haia, ele recebeu o título de Águia de Haia. Sim, finalmente ele era uma águia. Este menino, agora feito homem, era Rui Barbosa, uma das mentes mais brilhantes que este país já pode produzir.
Veja que a expectativa do pai de Rui Barbosa, mesmo diante de todas as possibilidades negativas que haviam, interferiu diretamente no comportamento do seu filho.
Devemos acreditar que somos águias. Além de crer no nosso potencial é preciso levar outros a ter o mesmo pensamento. Você é uma águia, tenha a certeza disso!

sábado, 3 de abril de 2010

Novelas: péssimo alimento para a mente

"A liberdade de expressão passa por desvios escabrosos no mundo moderno. Enquanto em países como a Venezuela se lacram canais de televisão, aqui entre nós a disputa de audiência coloca no ar uma libertinagem que agride a família brasileira. A devassidão está escancarada nas novelas, que são apresentadas em horário nobre e penetram nos lares para espanto de pais, esposas e crianças, em todo o país. E nelas, o que se vê? Famílias desconstituídas e a banalidade dos encontros fortuitos, as traições como hábito comum dos casais. A fidelidade morreu. A mulher se transformou em objeto. Aqui, em cena de café da manhã, a filha sai do quarto com o namorado e se assenta à mesa, na mais absoluta naturalidade. Ali, na outra cena, amigas planejam outro lance de traição e torpeza. A rigor, todos os personagens são levianos, ninguém trabalha, e é isso que destoa da realidade brasileira. O Brasil não é isso. Essa não é a verdade do nosso povo e da nossa civilização. Nisso, a novela presta um desserviço à nacionalidade, até porque, sendo bem feita como é, a peça vai correr mundo e mostrar uma imagem deformada da mulher brasileira que, na verdade, é uma trabalhadora voraz, competente, dedicada, que cresce a olhos vistos no campo da produção e, à noite, volta para casa, para conduzir com dignidade o lar, que é seu esteio e seu templo de repouso. Não se trata, como pode parecer, de rasurar, na sua essência, a liberdade de expressão. Nada disso. É uma questão de cidadania. É uma questão de civilização. É uma questão da televisão brasileira".
Fonte: Rádio Jovem Pan

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Riso e cura

Norman Cousins, autor do livro chamado Anatomia de uma Enfermidade, foi editor de uma revista popular nos Estados Unidos por cerca de trinta anos. Em 1964, ele foi abatido por uma doença que afetava seu colágeno, o tecido conjuntivo do corpo. Ele sofria muita dor, tinha dificuldades para mover os dedos, os membros, até mesmo a mandíbula. Ele achava difícil até virar-se na cama.
Enquanto isso, começaram também a se formar protuberâncias por todo o seu corpo. Quando foi feito o diagnóstico, os médicos prescreveram todos os tipos de medicamentos e sedativos para a dor, como aspirina, codeína e outras drogas, inclusive muitos diferentes comprimidos para dormir. A certa altura, o corpo de Cousins começou a ter uma reação aos medicamentos, e sua pele ficou cheia de urticárias ainda mais dolorosas que a própria doença. As coisas pareciam ruins para Norman, especialmente porque só um entre aproximadamente quinhentos pacientes se recupera dessa doença.

Finalmente, já intoxicado por todos esses medicamentos e seus efeitos colaterais, ele começou a assistir a alguns filmes engraçados de um show de TV chamado Câmera Indiscreta. Na cama, ele ria e ria das palhaçadas. Quase imediatamente, ele notou uma mudança. Quanto mais ele ria, mais bem ele se sentia. Às vezes, a enfermeira lia histórias humorísticas que o faziam berrar de divertimento. Com o passar do tempo, os testes mostraram que ele estava melhorando. Em pouco tempo, as protuberâncias de seu corpo começaram a diminuir, e ele voltou ao seu emprego. Em seguida, o homem que achava difícil até se virar na cama estava jogando tênis, golfe, montando cavalo e tocando piano!

Embora ninguém esteja dizendo que o riso é a solução para todos os nosso problemas médicos, não existe dúvida de que uma boa atitude pode ter impacto positivo sobre a saúde. Pense nisso!