sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Por que eu?



A vida é cheia de mistérios. Há inúmeras perguntas a serem respondidas, mas na maioria das vezes, não encontramos nenhuma resposta contundente. Gostaria de refletir sobre uma dessas perguntas. Foram muitas as vezes em que fiquei perplexo. A minha perplexidade vinha do fato de não entender a razão de certas coisas ruins acontecerem. Apesar de tentar achar uma resposta, sempre fiquei em silêncio diante de fatos que são totalmente desconhecidos por mim. É uma pena, mas tenho que reconhecer que somos limitados, não temos toda a informação necessária e o nosso julgamento é afetado por nossos pressupostos existenciais. Sei que essa pergunta já "martelou" a sua cabeça por muitas vezes. Qual é essa pergunta então? A pergunta é: Por que eu? Exemplificando; de manhã você sai de casa atrasado para um compromisso importante, no meio do caminho o pneu do carro fura, para piorar ainda mais, você esqueceu que o pneu reserva ficou na borracharia para remendar. Não há nenhuma borracharia por perto. Fatalmente surgirá na sua mente a seguinte pergunta: Por que eu? Por que isso tinha que acontecer logo agora? Eu não mereço isso! Esse é apenas um exemplo fictício, mas revela algo muito real- coisas desagradáveis acontecem a todo momento. Não há como escapar delas. A única coisa que realmente importa é a nossa postura diante de acontecimentos que fogem ao nosso controle.
Algumas pessoas conseguem admitir as suas limitações filosóficas, outros afirmam que é o "destino" que quis assim. Muitos culpam a Deus por tudo de ruim que acontece no mundo. Alguns choram, outros gritam. Certas pessoas chegam a perder a razão, como se uma loucura momentânea se apossasse delas. Qual é a sua postura diante das adversidades? Quando surge na sua mente o questionamento; por que eu? Aonde você busca as suas respostas. Aonde encontrar alivio para as tensões do dia a dia?
Sei que esses questionamentos são profundos e requer algo mais do que respostas simplistas. No que você acredita? Em quem? Qual a razão da sua fé? Se nós conseguirmos encontrar respostas para essas perguntas, de fato, estaremos bem perto de entender o que se passa além da nossa limitada visão.

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